História do Município.2

Atualizado: há 7 dias

Chapada Diamantina



A região da Chapada Diamantina ocupa uma grande área do interior do estado da Bahia,a principal porta de entrada para quem pretende visitar a região é a cidade de Lençóis. Cidade histórica devido á exploração de diamantes na época. Segundo historiadores, Lençóis foi descoberta no século 19 ocasionado pela exploração de diamantes na região de Mucugê. O nome da cidade se originou dos lajedos por onde passa o rio, serra abaixo. A imagem é semelhante a um lençol bordado.


A Chapada concentrava praticamente toda a produção mundial do carbonado, e foi nos arredores de Lençóis que se encontrou uma pedra de nada menos que 3 167 quilates, batizada de “Sérgio”, que até hoje é o maior diamante já visto no planeta.


Os diamantes abundavam na Chapada Diamantina em meados do século 19. Mucugê, Andaraí, Palmeiras e Lençóis eram as cidades mais recheadas e No auge do garimpo, Lençóis, notória pela qualidade, quantidade e tamanho desse recheio, tornou-se a terceira cidade mais importante da Bahia.


Falando sobre o alto do Morro do Pai Inácio, tradicional e imperdível atração, parece que a Chapada não tem fim. São mais de 1 500 km² cheios de grutas com grandes salões subterrâneos, cânions gigantes e cachoeiras das mais belas e altas do país. A região de serras é protegida ainda pelo belo Parque Nacional da Chapada Diamantina, criado em 1985, com o intuito de preservar os ecossistemas da Serra do Sincorá e conservar suas nascentes, com destaque para o principal rio baiano, o Paraguaçu. Cuidar de um patrimônio natural tão rico e grandioso quanto a Chapada Diamantina requer um esforço conjunto entre o órgão gestor da Unidade de Conservação e a sociedade, que inclui tanto a comunidade local quanto os visitantes do Parque Nacional.

Para isso, é importante que algumas ações de educação ambiental estejam sempre ocorrendo, a fim de estabelecer uma comunicação clara, objetiva e dinâmica a respeito das regras e cuidados que todos devem ter em relação à unidade, para que a ambiente seja realmente protegida. Porem o pior problema ambiental da região incêndio criminoso. Todos os anos, a região sofre com as queimadas, que devastam o Parque Nacional e outras áreas de conservação. Os incêndios afetam tanto a biodiversidade como o fluxo e qualidade da água.


MUCUGÊ



Mucugê, uma das mais antigas cidades da Chapada Diamantina (foi fundada no século XVIII), foi primeira localidade baiana onde foram encontrados diamantes de real valor. A descoberta das jazidas, ocorrida em 1844, foi feita por um garimpeiro conhecido como Cazuza do Prado que encontrou as primeiras pepitas no cascalho do rio Mucugê. Após a revelação da descoberta, houve uma corrida desenfreada de milhares de pessoas em busca do sonho da riqueza rápida. Em 1848, já havia no local uma população de mais 30.000 habitantes (o dobro dos 15.000 habitantes atuais). O segredo da nova riqueza só foi revelado quando um dos participantes da corrida diamantífera, ao tentar vender uma pedra, foi acusado do assassinato de um minerador e acabou obrigado a revelar onde a havia encontrado.


A partir de 1871, a importância econômica da vila começou a decair – como aconteceu com outros centros diamantíferos – devido à concorrência dos diamantes da África do Sul. Com o declínio da extração de diamantes, desenvolveram-se as lavouras de cana, cereais, algodão e café, na margem direita do rio de Contas. Na margem direita, surgiram fazendas de criação de gado. Uma nova fonte de recursos para a população foi a coleta e exportação de sempre-viva, flor típica da região e muito valorizada no mercado, exportada em grandes quantidades para Europa como artigo de decoração.

Principais características do Ciclo do Diamante:

- A exploração e comercialização dos diamantes eram controladas por Portugal. A metrópole fiscalizava com o intuito de arrecadar impostos sobre esta lucrativa atividade econômica. Para aumentar o controle, a coroa portuguesa criou o Distrito Diamantino e a Intendência dos Diamantes. Esta última tinha como objetivo controlar e regularizar a distribuição de terras, com minas de diamantes, e cobrar os impostos.


- Grande parte da mineração de diamantes ocorreu no arraial de Tejuco (atual Diamantina) e na Comarca de Serro Frio (norte de Minas Gerais)


- A atividade mineradora de diamantes fez surgir várias vilas e aumentou a população das cidades próximas às áreas diamantíferas. A economia nestas cidades sofreu grandes mudanças, intensificando o fluxo de serviços.


- No garimpo de diamantes foi utilizada, principalmente, a mão de obra escrava de origem africana. Os escravos eram alugados pela coroa portuguesa aos donos de minas, atividade que também trazia grandes lucros para Portugal.


- Alguns donos de minas de diamantes se tornaram extremamente ricos neste período. Entre estas pessoas podemos citar o dono de minas João Fernandes de Oliveira.


IGATU


"Igatu" é um termo de origem tupi, significando "rio bom", através da junção dos termos 'y (água, rio) e katu (bom). A "Vila de Igatu", antes denominada "Xique-Xique de Igatu", na primeira fase do garimpo de diamantes, durante o século XIX, foi um próspero povoado no alto da serra, perto da cidade de Andaraí. Com o declínio da produção de diamantes, a cidade praticamente foi abandonada, restando casas fechadas, ruínas e poucos moradores.


Na área urbana do distrito de Igatu residiam, em 2010, 360 habitantes.[3] Muito pouco se comparado aos antigos habitantes: outrora, eram cerca de 9 000.

A maioria dos garimpeiros construía suas casas utilizando as pedras abundantes no local, numa espécie de construção sem argamassa. Depois de abandonadas, as casas viraram ruínas que lembram as construções de civilizações remotas. O conjunto arquitetônico, urbanístico e paisagístico de Igatu - distrito do município de Andaraí - foi tombado pelo Iphan, em 2000. A cidade também é conhecida como Xique-Xique do Igatu e Cidade de Pedras. O tombamento abrange as ruínas de habitações de pedra localizadas entre a ponte sobre o rio Coisa Boa e a margem esquerda em direção à trilha do antigo garimpo local. O núcleo original de fundação, datado de meados do século XIX, encontra-se em ótimo estado de conservação e o perímetro tombado possui, aproximadamente, 200 imóveis.



Igatu é considerada um museu vivo da história da mineração de diamante no Brasil e, na Galeria Arte e Memória (um museu a céu aberto) estão utensílios utilizados pelos garimpeiros e escravos. A pequena vila viveu o apogeu e a decadência do garimpo, deixando os sinais de sua história estampados na arquitetura e no estilo de vida dos moradores atuais





A pequena vila de Igatu parece ter saído de um cenário de filmes. Escondida entre as montanhas, Igatu é um dos destinos mais encantadores e charmosos da Chapada Diamantina. Um lugar mágico, perdido em meio a paisagens espetaculares. Igatu faz parte do distrito de Andaraí e os dois juntos formam um bom ponto de apoio para quem deseja visitar atrações como o Poço Encantado, o Marimbus (chamado de Pantanal da Chapada), a Gruta da Paixão, a Cachoeira das Três Barras e a Cachoeira do Ramalho. A região é ainda conhecida como um bom polo para prática de escalada e boulder.

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